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Um
dos fatores decisivos para que eu entrasse de cabeça
no Skate foram as Pistas de Skate, ou Skateparks. Me lembro
muito bem, no final da década de 70, a cada revista Skateboarder
que era lançada eu ia direto para a parte Skateparks,
para ver as maravilhas que eram construídas para se andar
de skate.
Conheci a Pista de Nova Iguaçu em 1976 e aí pirei!
Vi que isso era para mim...
Depois de algumas décadas de skate tive oportunidade
de conhecer e andar em várias pistas. Na Califórnia
na década de 80 trabalhei na Marina Skatepark, uma pista
de sonho, onde Hosoi era local. Andei nas pistas de Del Mar,
Pipeline, Lakewood, Skate City, Skatopia, Colton, e outras da
época. No Brasil tive a chance de poder experimentar
com a construção da Pista do Arpoador, onde sem
técnica, fizemos os primeiros bowls brasileiros conectados
por um spine. Em 1994, quando comecei a seguir o Circuito Mundial
na Europa e Canadá para cobrir as provas para a TV, tive
a oportunidade de conhecer outras pistas maneiríssimas
como Marseilles que é considerada uma das melhores do
mundo, por seu desenho perfeito.
De uns tempos pra cá as pistas de skate ficaram praticamente
reduzidas a "áreas de street" formadas por
quarters, rampas retas, fun boxes, traves, piramides e quase
nenhuma curva.
Atualmente nos EUA, especialmente na Califórnia e Colorado
está acontecendo um fenômeno de multiplicação
de Pistas de Skate, a grande maioria com curvas, corners, spines,
bowls e muita transição, além dos tradicionais
obstáculos de street.
Aqui tem uma seleção de algumas destas pistas
onde a criatividade dos desenhos é a atração
principal.
Cesinha
Chaves |